na fotografia chamamos de momentos complexos aquelas fotos em que o fotógrafo, se fosse no futebol, seria chamados de “fominha”.

um dos maiores expoentes desse tipo de fotografia é o americano Alex Webb, que foi genialmente descrito como “um egoísta que quer todos os elementos dentro da sua fotografia” pela querida Roberta Tavares (uma das pessoas que mais manja de fotografia que eu conheço, e se você gosta de fotografia e não a conhece, vem ver as lives que fiz com ela no meu canal de Youtube e também o projeto alfabetismo visual).

ok, até agora fizemos muitas analogias, mas não explicamos direito. então vamos lá! os momentos complexos são fotografias espontâneas em que várias coisas acontecem ao mesmo tempo, em que a gente bate o olho e a princípio enxerga o caos e depois aos poucos as coisas vão fazendo sentido, fotografias que a gente não consegue muito descrever como sendo de UMA pessoa ou UM momento (daí o nome “complexo”). é um estilo de fotografia que sempre me atraiu muito, que eu sempre gosto bastante de incorporar no meu trabalho, porque maximiza o poder e a pluralidade das histórias contadas.

apesar de estar muuuuito longe de um Alex Webb, eu também gosto de ser fominha, de querer todas as histórias dentro do meu quadro e por isso a minha alegria gigantesca quando vi que essa semana a Fearless Photographers, que é uma das mais respeitadas associações de fotógrafos do mundo, fez uma galeria de fotos justamente com esse tema, e eu fui o único brasileiro a ter uma foto escolhida!

CLICA AQUI PRA VER A GALERIA DA FEARLESS, SÉRIO, VOCÊ NÃO QUER PERDER!

um olhar mais desatento pode achar que é um tipo de fotografia “fácil” de fazer, afinal é apenas usar uma grande angular e fotografar tudo o que está acontecendo, mas a verdade é que os momentos complexos dependem sempre de muita atenção e concentração para que todas as coisas estejam acontecendo ao mesmo tempo e que elas estejam exatamente nos seus lugares dentro da fotografia. o posicionamento é crucial mas também a percepção do momento exato (e nem preciso dizer que toda a técnica precisa estar já absolutamente dominada, pois não há tempo pra refazer ou para tentativa e erro).

como eu sempre me empolgo, qui também resolvi fazer uma pequena curadoria com alguns dos meus momentos complexos que mais gosto (além da que está lá na galeria e no topo do post):

 

Post anterior
agosto dourado | Dra. Alini Montes | parte 4

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Menu
× me chama no whats!
%d blogueiros gostam disto: